quinta-feira, dezembro 21, 2006

O HOMEM DE BEM

“O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bem espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é do bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecados.”
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, n. 9)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.”

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII, item 3)

segunda-feira, dezembro 11, 2006

RADAR






NOVOS TEMPOS


Esteve em Belém, o Presidente da Federação Espírita Brasileira – FEB, Nestor Mazotti. Homem sóbrio, inteligente e de largas experiências no Movimento Espírita nacional e mundial. Fez no dia 1º de dezembro palestra sobre a importância do Livro Espírita para Humanidade, ocasião na qual ofertou belo panorama do momento evolutivo pelo qual passamos o que a espiritualidade espera de cada um de nós. No dia 2, conversou com os trabalhadores espíritas sobre temas atuais e no dia 03 viajou para conhecer Centros Espíritas no interior do Estado.



FEIRA DO LIVRO ESPÍRITA


Foi realizada com grande sucesso a XVII Feira do Livro Espírita de Belém, na Praça da República. A Feira contou com a presença do Presidente da FEB, Nestor Mazotti e durou de 02 a 10 de dezembro, com grande público, diversas novidades editoriais e preços baixos.



150 ANOS DE DOUTRINA ESPÍRITA


A Federação Espírita Brasileira (FEB) lançou uma edição especial de O Livro dos Espíritos, com nova tradução e notas de rodapé inéditas para dar início às comemorações dos 150 anos da Doutrina Espírita. O Livro dos Espíritos – o marco inicial do Espiritismo – foi lançado por Allan Kardec no dia 18 de abril de 1857, em Paris, França. Até hoje, a FEB publicava apenas a tradução de O Livro dos Espíritos feita pelo seu ex-presidente, Guillon Ribeiro. A nova tradução de O Livro dos Espíritos é assinada por Evandro Noleto. Secretário-Geral da FEB, ele já traduziu os doze volumes da Revista Espírita editados por Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862, O Espiritismo na sua Expressão Mais Simples, Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas e Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita. Mais informações sobre a nova edição em
www.febnet.org.br





POR UM MUNDO MELHOR




Aconteceu neste último final de semana o Fórum Espiritual Mundial, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), encerrado dia 10 de dezembro. Dezoito painéis, dez conferências e dezenas de oficinas, vivências e shows ligados à espiritualidade uniram adeptos de várias religiões e crenças, como forma de valorizar a diversidade no caminho de uma solidariedade planetária e de dinamizar a construção de um mundo melhor. Durante o Fórum ocorreu a exposição “Chico Xavier: Um Homem Chamado Amor”, composta de objetos que pertenceram ao médium mineiro, fotos inéditas, cartas psicografadas originais, livros e documentos históricos, vídeos e obras de arte. O material exposto foi cedido pela Fundação Chico Xavier, pelo Centro Espírita Luís Gonzaga e pela FEB. Durante a exposição foram exibidos documentários produzidos pela Assessoria de Comunicação da FEB, o programa de TV "Pinga Fogo 1971", da antiga TV Tupi e uma entrevista de Chico Xavier ao Programa da Hebe Camargo.
Afinal, Chico é um ícone de um mundo efetivamente melhor.

terça-feira, dezembro 05, 2006

DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTARIADO

Todos querem ser felizes. Isto é fato.
Esperamos do universo que ele conspire em prol de nossos sonhos.
Oramos a Deus, dirigindo-lhe pedidos de bênçãos diversas.
Criamos um mundo próprio, de necessidades e projetos pessoais.
Chega hora, contudo, que a infelicidade bate nossa porta.
Desprevenidos, muitos são os que caem.
É do chão, do piso do poço, que só então muitos percebem irmãos em sofrimento.
Eles são milhares e ostentam problemas que nos sensibilizam.
É daí que erguemos os gritos de revolta, as palavras de ordem, os discursos inflamados.
É daí que surgem os protestos, as convulsões sociais, as mudanças cotidianas.
É no seio dessas refregas que os governos são culpados, que este ou aquele deveria ter feito isso ou aquilo, que tal ou tal idéia é hostilizada.
Isso acontece há séculos.
Poucos, ainda são, os que superam o palavrório e o surto opiniático e saem do seu mundo pessoal para colocarem mãos na massa. Ação!
No dia do voluntário, cumpre homenagear todos aqueles que já cumprem o preceito cristico da fé atuante, confirmado por milhares de vozes do espaço que cruzam as fronteiras da morte para exortar-nos ao trabalho edificante: é a caridade que nos salva, é pelo amor ao próximo que evoluímos, é pelo trabalho desinteressado que receberemos as mais preciosas bênçãos.
Feliz daquele que já compreendeu que investir algumas horas em prol de uma boa causa é mais que bondade, é sabedoria.
Que o médico consulte de graça.
Que o advogado oriente o pobre.
Que a costureira ensine sua arte.
Que o palhaço faça um órfão sorrir.
Que a dançarina baile com um cego.
Que o empresário invista no talento desconhecido.
Que o artesão modele uma esperança.
Que o professor ensine os que ignoram o futuro.
Que o estudante divida os livros.
Que o jovem doe sua energia.
Que o velho partilhe sua experiência.
Que o tímido aprenda abraçar.
Que o extrovertido oferte o riso.
Que o egoísta aprenda que existe algo mais que seu próprio interesse.
Viva o trabalho voluntário, força motriz da caridade cristã.