A vida veio do mar.
Há alguns milhões de anos, as primeiras formas simples de vida emergiram da sopa química para dar início ao grande e complexo processo de evolução das espécies.
O mar ainda abriga milhares – quiçá milhões - de espécies desconhecidas, ainda é um santuário da vida marinha e sustenta vários ecossistemas terrestres, mas já não é um paraíso perdido. Há cerca de 2 anos, uma pesquisa atestou que mesmo nos mares mais longínquos e isolados do planeta há registro de poluição. Não há mais águas virgens, puras. O mito do paraíso perdido caiu.
Cerca de 40% da população mundial vive a menos de 100 km do litoral. Algo em torno de 100 milhões de pessoas vivem a menos de 1 metro acima do nível do mar. A zona costeira abriga as maiores cidades do planeta e os mercados mais ativos, com altos fluxos de capital e entrechoque de poderosos interesses. Estima-se que por dia, no mundo, cerca de 2 mil famílias migrem à zona costeira para fixar residência.
A situação é especialmente grave nas cidades que abrigam belas costas e praias badaladas. Não é à-toa que grandes grupos empresariais estão investindo pesado na construção de resorts à beira mar, em plena privatização do espaço público. Atualmente, imensos trechos de praia, sobretudo no nordeste, já estão interditados aos cidadãos comuns. Apenas os clientes vips destes luxuosos espaços de lazer têm acesso ao paraíso. É bom que saibam que a maior parte do esgoto produzido por estes lucrativos complexos é lançado, sem dó e sem tratamento, no mesmo mar que lhe assegura vultosos lucros. Mas alguém que vai se hospedar em um resort pergunta sobre sua responsabilidade ambiental?
Deveria.
Onde o ser humano chega faz estragos no meio ambiente.
Em todo mundo, o litoral é uma das maiores vítimas da poluição e do uso predatório dos recursos naturais.
Em janeiro de 2008 a FAO, órgão da ONU, advertiu que nos últimos 25 anos o mundo perdeu cerca de 20% de seus mangues. Em 1980 eram 18,8 milhões hectares, que diminuíram em 2005 para 15,2 milhões de hectares.
Nas cidades litorâneas brasileiras, mangue passou a ser a nova fronteira de expansão dos centros urbanos. Não há semana que não registre mangue sendo invadido, aterrado, loteado e vendido. A considerar que o mangue é o berço da vida dos oceanos, dá pra imaginar a gravidade desta sandice.
Noutro vértice, sabe-se que o estoque de peixes dos oceanos está caindo vertiginosamente por causa da pesca predatória e excessiva, algo em torno de 2,5 vezes acima da capacidade de renovação dos oceanos. Várias espécies já sumiram ou são cada vez mais raras e áreas imensas já estão com a capacidade natural de reposição totalmente comprometidas, 3\4 das regiões pesqueiras do mundo para ser mais exato, segundo a ONU.
Caso gravíssimo é o da poluição. Nas grandes cidades litorâneas já não é possível usufruir das praias urbanas. Milhões de toneladas de esgoto não tratado e de lixo são despejados no mar. A beira mar de São Luiz, de Fortaleza, de Recife, de Florianópolis, tanto quanto a Baia de Todos os Santos ou a Baia da Guanabara estão seriamente poluídas. É preciso se afastar dos centros urbanos para praias cada vez mais longe para se banhar em um pouco menos de poluição. E onde os turistas chegam, deixam seus resíduos, suas marcas, seus estragos. Mas não passam impunes. Os estragos que fazem no meio ambiente, fazem em si mesmos. Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Gama Filho constataram altos índices de bactérias, fungos e parasitas intestinais na areia das principais praias cariocas. O limite aceitável para coliformes fecais é de 400 por 100 gramas. No Leblon a taxa de contaminação é de 5.000 por 100 gramas, no Leme é de 88.000. Nas areias das belas praias cariocas, além do desfile de corpos esculturais, passeiam alegres e viçosos batalhões de lombrigas, oxiúrio e solitárias[1], que se refestelam nos corpos indefesos de milhares de crianças que brincam inocentemente na praia.
Nas praias do litoral salgado paraense, há um esforço de várias instituições para evitar danos ao meio ambiente como os relatados acima. Estudantes foram conversar com os veranistas para explicar a importância da preservação deste ambiente. O contato foi bom. A atitude não. No final da tarde, ali estava a praia levianamente suja, transformada em lixão, violada em sua sacralidade pela impostura humana.
Um dos veranistas, chateado por não ter podido estacionar onde queria, lançou uma garrafa plástica na areia da praia, bem à frente dos estudantes que faziam o trabalho de conscientização. Ao ser abordado para receber a explicação do dano ao meio ambiente, perguntou sarcástico: _ Esta garrafa vale mais que meu carro? Outro, não se interessou pelas explicações. Queria saber se tinha brindes.
Segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas para cada 2,5 quilômetros quadrados de mar existem 46 mil fragmentos de plástico, que já é responsável por 70% da poluição marinha, que, por sua vez, mata por ano cerca de 1 milhão de pássaros e 100 milhões de mamíferos marinhos. Baleias já foram encontradas com 800 quilos de lixo no estomago. Quais não foram o mal estar e as dores que sentiu antes do óbito?
Mas esta poluição marinha não afeta apenas bichos. No meio ambiente tudo está relacionado. Sabe-se que 80% de todas doenças dos países em desenvolvimento se disseminam pela água poluída ou por ausência de água. Importante dizer que as doenças mais mortíferas do mundo têm relação com esta situação. São 1,7 milhão de vidas que perecem, a cada ano, por causa de água suja. 90% das vítimas são crianças. As que não matam, incapacitam. Cálculos apontam que 82 milhões de anos de vida saudável são inviabilizados por causa das doenças disseminadas pela água.
Está claro que não é apenas a falta de informação que alimenta esta estultice. A maioria das pessoas ainda age como se o problema não fosse delas, como se não fosse algo grave e, para além das declarações formais de preocupação com a natureza, age com indiferença a qualquer necessidade de esforço ou sacrifício pessoal.
Mas isto tudo tem preços que já estão sendo debitados automaticamente em nossas contas conjuntas. Espalham-se as zonas mortas, as marés vermelhas, a extinção de espécies, a acidificação das águas, a salinização da água doce, a erosão, a destruição do assoalho marinho e, por conseguinte, disseminam-se as doenças e a perda da qualidade de vida para milhares de pessoas.
Pesquisa da ONG Defensoria da Água, de 2008, aponta que no Brasil cerca de 70% das águas superficiais estão contaminadas e, por isso, impróprias para o consumo. Em relação ao levantamento anterior, de 2004, houve um aumento da poluição na ordem de nada menos que 280%.
O futurólogo Patrick Dixon, professor do Centro para Gestão de Desenvolvimento da London Business School, ressalta que “entre 1950 e 1990 a utilização da água triplicou, quando a população aumentou cerca de 2,7 bilhões. A população deverá sofrer um aumento do mesmo teor, de uns de 50%, até 2030, mas o suprimento de água não conseguirá ser triplicado novamente sem sérios problemas de escassez. Logo, algo precisa ser feito”[2].
Apesar disso, a Agência Nacional de Água – ANA estima que o desperdício de água chega a 400 litros para cada 1000 litros disponíveis. Em crescentes partes do mundo, o consumo diário de água é de apenas 5 litros, menor que o gasto de uma descarga comum do vaso sanitário de nossas casas. Vai piorar. Estima-se que até 2050 mais de 4 bilhões de pessoas viverão em áreas com carência severa de água. A ONU, apoiada por muitos estudiosos, prevê que as guerras do futuro terão por causa o acesso à água. Pontos de tensão se multiplicam: Israel e Palestina; México e EUA; Egito, Etiópia e Sudão; Bangladesh, Butão, Índia e Nepal são alguns exemplos do que pode acontecer no futuro próximo[3].
Jared Diamond e Ronald Writh, dentre outros respeitados estudiosos, alertam que civilizações inteiras como a Suméria, a Maia, a da Ilha de Páscoa pereceram por causa, especialmente, do colapso ambiental. Ressaltam, sem subterfúgios, que estamos caminhando neste caminho.
Óbvio que ainda podemos reverter a situação.
Quando estiveres diante do mar, este altar líquido da vida, glorifique o refinamento da arte divina e antes de usufruir deste sagrado ambiente, lembre-se que é seu dever velar por ele.
Afinal, consciência ambiental é espiritualização.
[1] Revista Veja, ano 42, Edição 2123, de 29 de julho de 2009, pg. 108\109.
[2] DIXON, Patrick. Sabedoria do futuro: as seis faces da mudança global. Editora Best Seller, Rio de Janeiro, 2007, pg. 113.
[3] CLARKE, Robin. KING, Jannet. O Atlas da água. Publifolha, São Paulo, 2005, pg. 13.
Trata-se de uma visão de mundo sob a ótica espírita. Um espaço para estudos doutrinários, para análise crítica e reflexões cuidadosas sobre temas complexos e relevantes.
quarta-feira, julho 29, 2009
UM MAR DE DESTRUIÇÃO
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sexta-feira, maio 22, 2009
ANJOS DA GUARDA
“Naquela mesma região, havia uns pastores que passavam as noites nos campos, tomando conta do rebanho. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor os envolveu de luz, deixando-os tomados de grande temor. Mas o anjo disse-lhes: “Não temais! Eu vos anuncio uma boa nova, de grande alegria para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. (...)
De repente, juntou-se ao anjo uma multidão de milícia celeste, louvando a Deus, e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade.” (Lucas 2:8-14)
Eles estão presentes desde remotas eras, nos longínquos registros da história da humanidade. Têm nomes e caracteres diferentes, conforme a cultura e religião. Mas a existência deles é reafirmada pelas grandes tradições que, por trás de camadas de simbolismos, noticiam seus feitos heróicos.
Que seres são estes que têm as missões mais belas e austeras?
De onde vêm? A que servem? Como atuam?
Na Bíblia sagrada, os anjos participam ativamente dos desígnios de Deus, desde a criação até o apocalipse. Estão na anunciação da vinda do Cristo. Participaram à Maria a sublime missão materna de conceber o Salvador e por ocasião do desencarne de Jesus, proclamaram a Madalena a sua vitória sobre a morte. Diante de Pilatos, Jesus confirmou que poderia mobilizar, se assim desejasse, exércitos de anjos em seu favor.
O Espiritismo, que tão bem aplica a fé racional, confirma a existência dos Anjos da Guarda. Faz as devidas correções, retirando-lhes as alegorias místicas e supersticiosas – como as asas e a criação especial - que as culturas os ornamentaram e restitui-lhes sua essência[1].
São eles que nos socorrem muitas vezes nos momentos mais delicados, quando as forças falecem e as certezas fogem. São deles os braços fortes que nos sustentam na queda à beira do abismo e a voz doce que sussurra nas almas desérticas as cantigas de esperança.
Sempre são discretos, ajudam sem que percebamos, não raro se valendo de outras pessoas de boa vontade. Despidos das ilusões da vaidade, são surdos a orações egóicas e orgulhosas, mas atentos aos bem-aventurados que Jesus se referiu no sermão da montanha.
Captam nossas preces e cruzam o universo, como raios, para atender os merecedores das bênçãos e da misericórdia divina. Desviam perigos, desfazem armadilhas, mobilizam ajuda de milícias espirituais, sopram conselhos, ativam nossa intuição, manipulam energias sutis e atuam na promoção de curas, fortalecem as fibras de nossas mais íntimas resoluções no bem, protegem contra ataques de inimigos espirituais, governam vigílias em favor de nossas boas obras, passeiam em nossos mais belos sonhos como brisas no ardor do verão. São mensageiros e executores das vontades de Deus. Não é à-toa que são chamados Anjos da Guarda.
Sempre aptos ao trabalho, mas também conscientes de que cada um de nós deve percorrer com esforço próprio seu caminho evolutivo. Por isso, não assumem nossos deveres, nem nos substituem em nossas responsabilidades, tampouco anulam nosso livre arbítrio.
Nos palácios eles só estão nas obras de arte... Não os procureis em templos de ouros, nem sob o teto de soberbos ou guardando tronos de vaidade. Não é o enfeite retórico das palavras na oração que os atrai, é o amor sincero e despretensioso. Antes os buscai na choupana tosca de onde se ergue humilde prece, procurai-os ao lado da idosa abandonada, mas fiel à Deus, vide-os velando o sono dos órfãos, dos desditosos, fazendo plantões nos leitos onde a medicina não chegou ou entre as lamúrias das grandes tragédias, coordenando os trabalhos de numerosas equipes espirituais.
Mas não deixeis de procurá-los, também, próximo de ti, nos detalhes e nos sinais que se perdem, por incúria nossa, na pressa e no turbilhão do cotidiano.
Deus concedeu a cada pessoa um Anjo da Guarda, mas nem todas aprenderam que só pode ser ajudado quem assim permite.
Ajuda-te e o céu te ajudará, ensinou o mestre.
[1] Vide Questões 128 a 131 e 489 a 521, do Livro dos Espíritos. (http://www.geae.inf.br/pt/livros/le/le2-9-6.html)
De repente, juntou-se ao anjo uma multidão de milícia celeste, louvando a Deus, e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade.” (Lucas 2:8-14)
Eles estão presentes desde remotas eras, nos longínquos registros da história da humanidade. Têm nomes e caracteres diferentes, conforme a cultura e religião. Mas a existência deles é reafirmada pelas grandes tradições que, por trás de camadas de simbolismos, noticiam seus feitos heróicos.
Que seres são estes que têm as missões mais belas e austeras?
De onde vêm? A que servem? Como atuam?
Na Bíblia sagrada, os anjos participam ativamente dos desígnios de Deus, desde a criação até o apocalipse. Estão na anunciação da vinda do Cristo. Participaram à Maria a sublime missão materna de conceber o Salvador e por ocasião do desencarne de Jesus, proclamaram a Madalena a sua vitória sobre a morte. Diante de Pilatos, Jesus confirmou que poderia mobilizar, se assim desejasse, exércitos de anjos em seu favor.
O Espiritismo, que tão bem aplica a fé racional, confirma a existência dos Anjos da Guarda. Faz as devidas correções, retirando-lhes as alegorias místicas e supersticiosas – como as asas e a criação especial - que as culturas os ornamentaram e restitui-lhes sua essência[1].
São eles que nos socorrem muitas vezes nos momentos mais delicados, quando as forças falecem e as certezas fogem. São deles os braços fortes que nos sustentam na queda à beira do abismo e a voz doce que sussurra nas almas desérticas as cantigas de esperança.
Sempre são discretos, ajudam sem que percebamos, não raro se valendo de outras pessoas de boa vontade. Despidos das ilusões da vaidade, são surdos a orações egóicas e orgulhosas, mas atentos aos bem-aventurados que Jesus se referiu no sermão da montanha.
Captam nossas preces e cruzam o universo, como raios, para atender os merecedores das bênçãos e da misericórdia divina. Desviam perigos, desfazem armadilhas, mobilizam ajuda de milícias espirituais, sopram conselhos, ativam nossa intuição, manipulam energias sutis e atuam na promoção de curas, fortalecem as fibras de nossas mais íntimas resoluções no bem, protegem contra ataques de inimigos espirituais, governam vigílias em favor de nossas boas obras, passeiam em nossos mais belos sonhos como brisas no ardor do verão. São mensageiros e executores das vontades de Deus. Não é à-toa que são chamados Anjos da Guarda.
Sempre aptos ao trabalho, mas também conscientes de que cada um de nós deve percorrer com esforço próprio seu caminho evolutivo. Por isso, não assumem nossos deveres, nem nos substituem em nossas responsabilidades, tampouco anulam nosso livre arbítrio.
Nos palácios eles só estão nas obras de arte... Não os procureis em templos de ouros, nem sob o teto de soberbos ou guardando tronos de vaidade. Não é o enfeite retórico das palavras na oração que os atrai, é o amor sincero e despretensioso. Antes os buscai na choupana tosca de onde se ergue humilde prece, procurai-os ao lado da idosa abandonada, mas fiel à Deus, vide-os velando o sono dos órfãos, dos desditosos, fazendo plantões nos leitos onde a medicina não chegou ou entre as lamúrias das grandes tragédias, coordenando os trabalhos de numerosas equipes espirituais.
Mas não deixeis de procurá-los, também, próximo de ti, nos detalhes e nos sinais que se perdem, por incúria nossa, na pressa e no turbilhão do cotidiano.
Deus concedeu a cada pessoa um Anjo da Guarda, mas nem todas aprenderam que só pode ser ajudado quem assim permite.
Ajuda-te e o céu te ajudará, ensinou o mestre.
[1] Vide Questões 128 a 131 e 489 a 521, do Livro dos Espíritos. (http://www.geae.inf.br/pt/livros/le/le2-9-6.html)
segunda-feira, março 30, 2009
FILHOS DA LUZ.
“Andai como filhos da luz.” - Paulo
(Efésios, 5:8)
A jornada espiritual sobre a Terra é também a arte de se criar a si mesmo.
Luz e escuridão são reflexos do que somos.
A cada pensamento, palavra ou ato expandimos nosso brilho ou nos ofuscamos nos pântanos da involução.
Temos a mais bela e incrível das liberdades: a de ser luz.
Mas a luz exige subida, elevação, escalada de valores.
Rés ao chão, tudo é escuridão.
E quantos são os que rastejam apequenados neste mundo de sombras.
Muitas pessoas têm dificuldades de se imaginarem praticando as mesmas atitudes éticas e altruístas de ícones da moralidade como Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutar, Nelson Mandela, Wangari Maathai, Martin Luter King, Chico Xavier.
Acham que estes são luminares distantes dos simples mortais.
Mas, se assim o é, nem por isso devemos nos tornar menores do que podemos ser.
Muitas vezes é isso que fazemos conosco.
Apequenamo-nos – por tão pouco – e sabotamos, cotidianamente, nossas possibilidades de aperfeiçoamento ético-espiritual.
Quando mentimos jurando a verdade.
Podendo, deixamos de dividir e não dividindo desperdiçamos.
Se por orgulho recuamos e por covardia avançamos.
Quando ostentamos entre miseráveis.
Ao nos divertirmos com o drama alheio.
Ao compactuarmos com a indignidade.
Quando deliberadamente guardamos fatos passados para alimentarmos rancores e justificarmos revides.
Ao pisarmos em alguém em desvantagem, tendo a oportunidade de ajudar.
Se a soberba nos toma, nos deslumbres do poder, da riqueza ou do conhecimento.
Tornamo-nos pequenos quando falamos com a consciência de que vamos machucar.
No silêncio diante de uma injustiça.
Quando nossa felicidade é usada para maltratar a situação de outrem.
Quando não assumimos nossa responsabilidade, deixando que outro o assuma.
No uso de pesos e medidas diferentes.
Quando fugimos de nossos sonhos e culpamos o destino.
Na paralisia do comodismo.
A cada desistência sem esforço.
A cada queda sem aprendizagem.
Na reincidência por teimosia.
Na lágrima forjada.
No riso pérfido e sarcástico.
Na condenação sem defesa.
No ódio.
Pequeno torna-se quem só consegue ver onde estão as dificuldades da vida, o erro da situação, os aspectos negativos, o defeito alheio.
Quando deixamos de dizer obrigado, bom dia, desculpa, licença.
Quando diante de uma gentileza, retribuímos com indiferença, mesquinhez ou rudeza.
Se o caminho para nossa iluminação é longo e distante, o desafio de não nos tornarmos pequenos revela-se dia-à-dia, aqui e agora, nas pequenas coisas.
Diz as escrituras (Tiago, 3:10): “Da mesma boca procede benção e maldição.”
Afinal, nossos atos atestam o brilho ou nossa escuridão interior.
O bem ilumina.
Mas tudo que nos afasta de Deus, nos aproxima das sombras.
Por isso, caminhemos como filhos da luz e a luz nos acompanhará.
(Efésios, 5:8)
A jornada espiritual sobre a Terra é também a arte de se criar a si mesmo.
Luz e escuridão são reflexos do que somos.
A cada pensamento, palavra ou ato expandimos nosso brilho ou nos ofuscamos nos pântanos da involução.
Temos a mais bela e incrível das liberdades: a de ser luz.
Mas a luz exige subida, elevação, escalada de valores.
Rés ao chão, tudo é escuridão.
E quantos são os que rastejam apequenados neste mundo de sombras.
Muitas pessoas têm dificuldades de se imaginarem praticando as mesmas atitudes éticas e altruístas de ícones da moralidade como Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutar, Nelson Mandela, Wangari Maathai, Martin Luter King, Chico Xavier.
Acham que estes são luminares distantes dos simples mortais.
Mas, se assim o é, nem por isso devemos nos tornar menores do que podemos ser.
Muitas vezes é isso que fazemos conosco.
Apequenamo-nos – por tão pouco – e sabotamos, cotidianamente, nossas possibilidades de aperfeiçoamento ético-espiritual.
Quando mentimos jurando a verdade.
Podendo, deixamos de dividir e não dividindo desperdiçamos.
Se por orgulho recuamos e por covardia avançamos.
Quando ostentamos entre miseráveis.
Ao nos divertirmos com o drama alheio.
Ao compactuarmos com a indignidade.
Quando deliberadamente guardamos fatos passados para alimentarmos rancores e justificarmos revides.
Ao pisarmos em alguém em desvantagem, tendo a oportunidade de ajudar.
Se a soberba nos toma, nos deslumbres do poder, da riqueza ou do conhecimento.
Tornamo-nos pequenos quando falamos com a consciência de que vamos machucar.
No silêncio diante de uma injustiça.
Quando nossa felicidade é usada para maltratar a situação de outrem.
Quando não assumimos nossa responsabilidade, deixando que outro o assuma.
No uso de pesos e medidas diferentes.
Quando fugimos de nossos sonhos e culpamos o destino.
Na paralisia do comodismo.
A cada desistência sem esforço.
A cada queda sem aprendizagem.
Na reincidência por teimosia.
Na lágrima forjada.
No riso pérfido e sarcástico.
Na condenação sem defesa.
No ódio.
Pequeno torna-se quem só consegue ver onde estão as dificuldades da vida, o erro da situação, os aspectos negativos, o defeito alheio.
Quando deixamos de dizer obrigado, bom dia, desculpa, licença.
Quando diante de uma gentileza, retribuímos com indiferença, mesquinhez ou rudeza.
Se o caminho para nossa iluminação é longo e distante, o desafio de não nos tornarmos pequenos revela-se dia-à-dia, aqui e agora, nas pequenas coisas.
Diz as escrituras (Tiago, 3:10): “Da mesma boca procede benção e maldição.”
Afinal, nossos atos atestam o brilho ou nossa escuridão interior.
O bem ilumina.
Mas tudo que nos afasta de Deus, nos aproxima das sombras.
Por isso, caminhemos como filhos da luz e a luz nos acompanhará.
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