sexta-feira, outubro 19, 2007

RADAR

V JORNADA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO PARÁ


A Associação Médico-Espírita do Pará está promovendo a V Jornada da AME/PA, que acontecerá no Centur, nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2007. Ingressos estão sendo vendidos em farmácias homeopáticas. Informações 91 – 3241-5066, 32418498, e-mail: ame.para@ig.com.br.


PROGRAMAÇÃO

26 de outubro (Sexta)

19:30 – Abertura.

19:40 – Momento Artístico.

20:00 – 150 anos em busca da Integração Corpo-Mente-Espírito.
Drª Marlene Nobre – AME/Brasil.


27 de outubro (Sábado)

14:30 às 15:15 – Medo e raiva – impactos na saúde
Dr. Alberto Almeida – AME/PA.

15:15 às 16:00 – Bioética na relação Médico-Paciente.
Dr. José Antônio Cordero – CRM/PA.

16 h às 16:30 – Intervalo.

16:30 às 17:15 – Questões Bioéticas e Espiritismo.
Drª Marlene Nobre – AME/Brasil.

17:15 às 18:00 – A espiritualidade na formação do profissional de saúde.
Dr. André Luiz Peixinho – AME/BA.

20:00 às 20:45 – Mediunidade, delírios e alucinações: como diferenciar?
Dr. Roberto Lúcio – AME/MG.

20:45 às 22:00 – Debate com os palestrantes.


28 de outubro (Domingo)


9:00 às 9:45 – Fé combina com Ciência?
Dr. André Luiz Peixinho – AME/BA.

9:45 às 10:30 – As múltiplas faces da Depressão.
Dr. Roberto Lúcio – AME/MG.

10:30 às 11:00 – Intervalo.

11:00 às 11:45 – Debate.

15:30 às 16:15 – Obsessão – Um desafio à Psiquiatria e aos Profissionais da Saúde.
Drª Marlene Nobre – AME/Brasil.

16:15 às 17:15 – Jesus, a excelência médica e terapêutica.
Dr. Alberto Almeida.

17:15 às 17:45 – Momento artístico e encerramento.


LIVRARIA ANDRÉ LUIZ e PALESTRAS NA UEP


A livraria André Luiz, localizada na Rua Oswaldo Cruz, Praça da República, passou a abrir para o público nos domingos, visando aproveitar a grande movimentação da praça e sobretudo facilitar visitas e compras a seu belo acervo.
A União Espírita, que fica no mesmo endereço, também vai ter palestras públicas pela manhã, de 9:30 às 10:30. Ótima oportunidade de unir passeio e instrução.


O CONSOLADOR

No dia 28.09.2007 tive a honra de estar presente e conversar com os irmãos de ideal espírita no Centro Espírita O Consolador, em Capanema, que na ocasião comemorava 15 anos de existência.


CENTRO ESPÍRITA JESUS DE NAZARÉ


Recentemente o Centro Espírita Jesus de Nazaré voltou o trabalho de relax, muito eficiente no tratamento espiritual obsessivo. Implantou em outubro o trabalho com idosos e também fez bazar para venda de roupas usadas. Os valores arrecadados estão sendo investidos no próprio Centro Espírita Jesus de Nazaré, que fica na TV. do Chaco, Passagem Redenção, n. 17, Bairro da Pedreira.


POR UM MUNDO MELHOR


MOVIMENTO LA DÉCROISSANCE

Já chega a 200 mil pessoas a adesão ao movimento La Décroissance, que tem como lema uma vida saudável e menos consumista. Os décroissants buscam bem estar, evitando a ganância. Usam seu poder de consumo para causas ambientais e sociais. Por isso, se dispõem a gastar mais para adquirir produtos orgânicos, éticos e originários de países pobres.
































sábado, setembro 22, 2007

Parasitose espiritual

“Quando Jesus voltou para casa, seus discípulos lhe perguntaram, em particular: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? _ Ele respondeu: Os demônios desta espécie não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum.”
(S. Marcos, cap. IX, vv. 13 a 28)


A mente é um santuário, fonte de forças do ser humano. É o berço de nossas realizações e o túmulo onde jaz, em vida e post mortem, nossos desvios da Lei.
Em sua infância espiritual, o homem é negligente com as potências mentais, que estão diretamente associadas à conduta moral cotidiana.
Aproveitando-se desse desleixo capital, as legiões da sombra atacam, sem piedade, os incautos desidiosos.
Por isso, hoje é consenso entre os estudiosos da doutrina espírita, que estamos diante de uma verdadeira e grave pandemia de parasitose espiritual no que se convencionou chamar de processo obsessivo.
Trata-se, dessarte, de vinculação enfermiça e prejudicial que se dá entre um espírito e uma pessoa encarnada, embora possa ocorrer apenas entre encarnados e entre desencarnados, eventualmente.
Alan Kardec extraiu de seus estudos espíritas três tipos de obsessão: a obsessão simples; a subjugação ou possessão e a fascinação.
A obsessão simples é, de regra, um vínculo sazonal com o plano espiritual inferior, estabelecido, sobretudo, quando o ser humano atravessa fases especialmente difíceis, que baixam a guarda de sua cidadela moral e emocional, tornando-o vulnerável aos ataques obsessivos. Todos, por isso, podemos ser vítimas reincidentes deste tipo de obsessão.
A subjugação ou possessão já é um processo obsessivo bem mais nefasto, que pode ser ou não o agravamento da obsessão simples, não combatida a contento. Trata-se de verdadeira promiscuidade espiritual, onde espíritos doentes e trevosos se associam e interferem, contundentemente, na vida e saúde orgânica e psíquica de suas vítimas, para saciar, quase sempre, a sede de vingança e os mais vis instintos animais, que resvalam nos vícios, na queda moral, arrastando suas vítimas ao pântano do submundo humano. Nas variações múltiplas desse tipo de obsessão, destaca-se o vampirismo, onde espíritos gravemente doentes e desequilibrados se acoplam no perispírito do obsidiado para deles se nutrir de forças vitais e aplacar seus vícios mais brutos, em pleno prejuízo da saúde física, emocional e psíquica do hospedeiro, que – se não cuidar da causa espiritual – será, inevitavelmente, tomado das mais complexas enfermidades até somatizar a falência física e a perda da sanidade mental, ao preço de muito sofrimento.
Foi essa escória espiritual das trevas que enfrentou, com desassombro, os discípulos do Cristo. Por isso Jesus explicou: “(...) os demônios desta espécie não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum.”
A fascinação, de sua vez, é a mais difícil de tratar e a menos perceptível, porque os espíritos da retaguarda obsessiva são maliciosos, velhacos, ladinos. Trata-se de obsessão que ilude o hospedeiro, fazendo-o acreditar, piamente, ser dotado de maior inteligência, autoridade moral, direitos e capacidade que os outros. Conduz-lhe à egolatria, à prepotência, à intolerância, ao preconceito, a opressões de todos os matizes, deixando rastro de humilhados, oprimidos e injustiçados. Neste caso, a estratégia do espírito parasita é excitar o orgulho e o egoísmo, já existentes no hospedeiro, causas primeiras deste tipo funesto de obsessão, que tem como maior característica a negação da vítima de que está obsidiado e a justificação estapafúrdia para seus atos.
O orgulho e a vaidade são as portas largas que dão entrada aos mais astutos inimigos invisíveis.

segunda-feira, agosto 20, 2007

CARIDADE: QUANTO CUSTA ISSO?

“A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; _ não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade." (São Paulo, 1ª Epistola aos Coríntios, 13: 1 a 7 e 13)





Toda divisão é um multiplicador.
A assertiva acima sintetiza de que forma o universo responde à caridade: bênçãos.
Ainda assim, expressiva quantidade de pessoas vive alheia a esse dever moral e ético.
A sociedade de consumo não apenas incutiu na mentalidade da massa o vício pela consumação e aquisição de bens, mas o apego doentio à matéria e as coisas efêmeras deste mundo.
Quer-se não apenas uma bela roupa, mas há extrema dificuldade de doá-la a quem precisa, mesmo quando não se a usa mais.
Quer-se não apenas um carro, mas que ele seja poupado de caronas a doentes pobres.
Quer-se não apenas uma casa, mas que ela não seja freqüentada por pedintes inoportunos.
Quer-se não apenas lazer, mas que ele não seja interrompido para uma ação beneficente.
Quer-se não apenas saúde, mas que ela não seja utilizada para aliviar a dor alheia.
Quer-se não apenas beleza, mas que ela não seja convocada a prestar serviço em favor dos estropiados.
Quer-se não apenas boa comida, mas o excesso do qual só o resto inapropriado é ofertado aos famintos.
Quer-se poder, mas para uso em benefício próprio, a despeito das esperanças que provoca.
Quer-se justiça, mas não se lhe peça para abrir mão de um direito em favor de um desequilibrado.
Quer-se paz, mas desde que isso não implique em abrir mão dos conflitos em casa, com o vizinho, no trânsito, no trabalho, no coração.
Quer-se amor, mas desde que este não seja compartilhado com inimigos.
Reclama-se muito do mundo de hoje, mas poucos fazem algo efetivo para torná-lo melhor. Lamentavelmente, é grande o número de pessoas que acha que não fazer o mal já é suficiente. Fosse assim, o mundo seria outro.
Muitos acham que basta pagar impostos e que cabe ao Estado cuidar dos desamparados e à religião dos desesperados.
É a lógica do orgulho e do egoísmo.
É preciso agir e fazer uma autocrítica séria e dura consigo mesmo.
Olhai o vosso guarda-roupa, o vosso quarto, vossa casa, o vosso coração. Quantas destas roupas você realmente precisa? E para que estes tantos sapatos, acessórios e futilidades? Quantos remédios perdem a validade na tua farmácia pessoal? Quantas crianças famintas já cruzaram, sem sucesso, teu caminho? Quantas vezes os teus excessos te custaram a tua saúde e paz? Quanto do amor que tens, repartes utilmente? Perguntai a tua consciência, qual foi a última vez que você fez uma caridade que ao mesmo tempo foi desinteressada, afetivamente profunda e ativa, que lhe impôs um sacrifício real e gerou um bem efetivo ao beneficiado?
Chega de discutir se esmola ajuda ou atrapalha!
Caridade é bem mais que isso.
É atitude de respeito e empatia aos milhares de seres humanos sofridos e desafortunados que nos rodeiam e aos milhões que transitam pelo mundo.
Uma palavra de incentivo.
Um ouvido amigo.
Uma prece fraternal.
Um colo oportuno.
Um bom dia ao inimigo.
Um sorriso matinal.
Um bombom a uma criança.
O respeito ao velho.
O silêncio à agressão.
O perdão ao desafeto.
A ética do segredo.
Valorizar a amizade.
A oportuna gratidão.
A doação de algo que se adora.
Um pedido de desculpas.
O esquecimento de si.
O alimentar da esperança.
A demonstração de amor.
Quanto custa isso?